quinta-feira, 30 de julho de 2009

MALHADA DIZ NÃO À BAHIA MINERAÇÃO

PREFEITO DE MALHADA DEZIN E O PRESIDENTE DA CÂMARA MÁRIO ZAN


SOCIEDADE MALHADENSE E REGIONAL PRESENTES NA AUDIÊNCIA PÚBLICA

PADRE EDUARDO, JOSÉ MARIA. JORGE ARAGÃO JUNIO GUEDES, LIÔNCIO RIBEIRO


PROFESSORA JOJÓ, RAIMUNDO VIEIRA DO SINDICATO E A VEREADORA ANA LEÃO


VEREADORA OZANA MALHEIROS, JOVEM MALHADENSE E COPO COM CALCÁRIO

SAMUEL BRITO - CPT, RUI ROCHA- FLORESTA VIVA , ZÉ CASTOR - VIVA CERRADO



Atendendo o convite do Instituto do Meio Ambiente da Bahia - IMA, a sociedade malhadense e regional compareceram no salão vereador Osvaldo Chapéu da câmara de vereadores de Malhada neste dia 30 de julho das 14 às 21 horas participando da audiência pública, tendo como objetivo apresentar e tirar dúvidas da comunidade sobre o processo de instalação de um sistema composto de suprimento de água industrial localizada em Malhada, mina e unidade de concentração de minério localizadas em Caetité e Pindaí e terminal privativo de embarque em Ilhéus. Maria Auxiliadora Ribeiro, técnica do IMA, dar início à audiência às 14 horas, fazendo suas considerações iniciais e convida para compor a mesa o Diretor de licenciamento do IMA, Sr. Pedro Ricardo, o prefeito de Malhada, Sr. Valdemar Lacerda Silva Filho, presidente da câmara, Sr. Mário Zan Fernandes Ribeiro e o Sr Fernando Rizzato, Gerente Geral de Implantação da Mina da Bahia Mineração. Pedro Ricardo fez suas considerações destacando a importância do evento para esclarecimento a comunidade para que os estudos ambientais incorporem as demandas da comunidade, o prefeito de Malhada, Valdemar Lacerda dá boas vindas a todos e lembra que os órgãos ambientais deverão esclarecer sobre os impactos ambientais na retirada de água através da adutora. O Sr Mário Zan também faz seu pronunciamento informando que quando ocorreu as oficinas preparatórias, desconhecia possíveis impactos sobre o rio São Francisco. Hoje, continua com essa opinião, mas vê que os benefícios do empreendimento não alcançarão o município de Malhada. Na seqüência, Cesar Pinha, biólogo do Instituto do Meio Ambiente - IMA, fez a apresentação dos procedimentos da audiência pública. Apresentou a Política de Meio Ambiente, informando o objetivo da audiência e sobre a LEI ESTADUAL Nº. 10.431, de 20/12/2006, que institui a política estadual de meio ambiente e de proteção à biodiversidade, visando assegurar o desenvolvimento sustentável e a manutenção do ambiente propício à vida, em todas as suas formas, a ser implementada de forma descentralizada integrada e participativa. Apresenta o IMA como responsável pela Gestão, Fiscalização e Licenciamento de empreendimentos públicos e privados. Afirmou que a análise dos estudos tem sua elaboração pautada em um Termo de Referência norteador - TR. Falou sobre a Norma Técnica 001/02 e a Resolução 2929/02 CEPRAM, que definem os procedimentos de licenciamento. Afirmou que a audiência contribui para o exercício da cidadania na gestão de recursos naturais, fomentando a participação qualitativa da sociedade e a mobilização social diante dos problemas socioambientais. Ressaltou todas as etapas do processo de licenciamento e reforçou os procedimentos para Audiência Pública. Na seqüência, Maria Auxiliadora informa aos presentes que será feita uma apresentação do Projeto Pedra de Ferro, por parte do Gerente Geral de Implantação da Mina da Bahia Mineração, Fernando Rizzato. Inicialmente faz suas considerações iniciais, apresentando um vídeo com características do empreendimento Projeto Pedra de Ferro. Em seguida fez sua apresentação constando dos seguintes itens: histórico da Bahia Mineração; quantitativo atual de empregados próprios e terceiros, dando ênfase que a maioria é da região, seguiu explicando a importância sócio-econômica do Projeto Pedra de Ferro para a Bahia em especial a região de Caetité. Na seqüência Maria Auxiliadora destaca e agradece a presença do Sr André Bolinches de Carvalho, representante da SICN-BA, o Sr Osmar Rodrigues, presidente da Associação Agro-extrativista das Comunidades de Pau D’arco e Parateca, a Srª Deusdete Pereira, presidente da Colônia Z-59 – Malhada, o Sr Guilherme Nogueira, da FETAG – Vale do Iuiu, o Sr José Castor Castro de Abreu, representante do Instituto Viva Cerrado, o Sr Raimundo Nonato, representante da Associação dos Pequenos Produtores Remanescentes de Quilombo, o Sr Sebastião Lopes da Silva, representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Iuiu, o Padre Eduardo da Igreja Católica de Malhada, Jorge Aragão, Vereador e representante da Comunidade de Parateca e Pau D’arco, a Srª Renilda Magalhães, presidente da Associação das Mulheres Quilombolas, a Srª Ozana Malheiros, vereadora do município de Iuiu, o Sr Raimundo Vieira, representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Malhada, e do Sr Rui Rocha, suplente do CEPRAM e membro da ONG Floresta Viva. O Sr Francisco Fontes Lima, Engenheiro Civil e ambiental, responsável pelo Estudo Ambiental do Sistema de Suprimento de Água Industrial (SSAI), fez a apresentação do Sistema de Abastecimento de Água Industrial de Malhada-Caetité, alternativas de traçado e localização das unidades de apoio. Em sua apresentação trouxe informações da caracterização do empreendimento no que diz respeito à captação, linha de adução, estação de bombeamento, travessias, comunicação, instrumentação e automação, chaminés de equilíbrio, captação – arranjo. Prosseguindo, Maria Auxiliadora abriu a palavra ao público para a realização de colocações e questionamentos. A primeira manifestação foi feita pela Srª Francina, de Iuiu, que faz uma pergunta aos paricipantes: alguém entendeu o que foi exposto? Os presentes respondem que não. Informa que o aval do Licenciamento tem que ser dado pela comunidade. Afirmando que não vão entregar o rio à empresa. Questiona a empresa FH Engenharia Ambiental: Os moradores ribeirinhos foram consultados para fazer o relatório? O relatório fala da flora e da fauna, mas não fala das comunidades, seis pescadores foram consultados, esse número é suficiente para uma consulta e reflete a vontade de 16.000 habitantes do município de Malhada? Parece que na história os bens imateriais não contam nada. É preciso conhecer a cultura e a forma de vida do povo. Ressalta que a vida não esta sendo respeitada e por isso é contra o projeto. Hugo, estudante de Malhada pergunta se eles realmente conhecem a situação do rio. Valdivino da parateca questiona: o rio é explorado sem cuidados e o povo sofre desde a colonização, somos contra a adutora, queremos água do rio para as nossas comunidades ribeirinhas. Valéria Porto, estudante e quilombola da parateca e pau darco, pede a todos que protejam o rio São Francisco, "ele pede socorro, ajude-o, ele não quer morrer", e diz não ao projeto da Bahia Mineração. A professora Ismênia do Iuiu afirma que o povo não é contra o desenvolvimento, e sim contra o poder exacerbado dos governos, não respeitam a natureza, e conclui dizendo: " No dia que o homem descobrir que não se come e não se bebe dinheiro ele poderá parar de destruir. Mas talvez esse dia poderá ser tarde demais. O morador da parateca Sr. Alecson pergunta se a água a ser retirada poderia abastecer mais de 700.000 mil pessoas? Manoel Messias do Julião pede aos técnicos do IMA que não liberem o licenciamanto, e solicitou a todos a organização para impedir o empreendimento. Guilherme da FETAG, pede o cumprimento da lei, primeiro o consumo humano e animal, depois a industria. E como fica o projeto de irrigação do Vale do Iuiu, que a décadas não sai do papel, que geraria emprego, renda e melhoria da comunidade. O padre Eduardo fala da situação social de Malhada, e sugere que a sociedade possa entrar com ação civil pública contra o projeto. A vereadora Ana Leão fala dos impactos ambientais. Zé Castor do Instituto Viva Cerrado, pergunta o que o Governo e o IMA estão fazendo pelo meio ambiente na Bahia ? está invertendo a prioridade do uso de água bruta na Bahia, não temos a presença do poder público para defender a sociedade e os nossos recursos naturais, esse governo só preocupa em defender os grandes empresários e o poder econômico. As matas do cerrado e os animais estão sendo destruídos e ninguem faz nada, mas levar água para lavar ferro em Caetité, o governo logo se posiciona a favor do empreendimento que gera divisas e destruição para a natureza. A vereadora Ozana do Iuiu mostra mais uma vez a todos o copo de aumínio revestido de calcário e um tubo de pvc quase todo obstruído pelo calcário da água que consomem os moradores do município do Iuiu e solicita dos governantes água doce para aquela comunidade. A professora Josedalva de forma irônica agradece a mineradora pela explanação do projeto e conclui: Os portugueses deram espelhos e deixaram mortes, doênças e misérias, agora repetem a história, só que oferecem desenvolvimento, e que desenvolvimento. O presidente do sindicato dos Servidores Públicos de Malhada Zé Maria, repudia o projeto da adutora e cita a frase de Guevara " Os poderosos podem deter uma ou duas rosas, mas não podem deter a primavera". Samuel Brito da CPT da diocese de Bom Jesus da Lapa, afirma a todos que diante da fala do povo, não existe números que conteste a decisão. Quem está dizendo que o rio não deve doar água para o projeto é o povo que vive ao longo do rio. O que queremos discutir é soberania. Critica o autoritarismo do Governo. Renilda pereira da parateca afirma: somos contra o projeto e favorável a revitalização do rio. Osmar Rodrigues, quilombola da parateca e pau darco em seu pronunciamento fala que Estamos dispostos a lutar pelo velho chico, estamos dispostos a impedir a construção das obras. O professor da Universidade Estadual de Santa Cruz e membro do Instituto Floresta Viva de Ilhéus questionou : Como o Governo vê um projeto que carrega um ruído de sujeira, em troca de quantos bilhões de dolares? que bancos podem financiar o projeto? Esse empreendimento é nociso para a economia ( gera concentração de renda ), para a comunidade ( gera exclusão social ) e para a natureza ( desmatamento ). Os técnicos do IMA, e da Bahia Mineração, e a representante da CODEVASF Layza Lima, responderam todas as perguntas, muito emboram não satisfazendo aos participantes do evento.

A comunidade malhadense e regional demonstrou um grande amadurecimento quanto aos problemas da nossa região e principalmente quando diz respeito ao meio ambiente, pois esse meio teria primeiramente que ser respeitado pelos políticos, e isso não tem acontecido, pois os governantes sempre aparecem em nome do progresso, colocando goela abaixo os projetos que só interessam aos grandes empresários. O nosso povo ficará de olhos abertos em defesa do nosso bem maior que é a natureza. O povo diz não a adutora da mineradora e sim a revitalização do nosso rio São Francisco e toda sua bacia já.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O RIO SÃO FRANCISCO PEDE SOCORRO



ATUAL SITUAÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO ACIMA DO PONTAL



ASSOREAMENTO SINALIZAM GRANDES BANCOS DE AREIA NO MEIO DO RIO





DESMORONAMENTO NOS BARRANCOS COLOCAM ÁRVORES À ESPERA DA DESTRUIÇÃO


LAVOURAS COM AGROTÓXICOS E DESMORONAMENTO DAS ILHAS


RIO SÃO FRANCISCO DIA 28 DE DEZEMBRO DE 2008 - QUEREMOS VOCÊ ASSIM BELO E FORMOSO GRANDE OPARÁ




O rio São Francisco também é chamado de Opará, como era conhecido pelos indígenas antes da colonização, ou popularmente de Velho Chico.
É um rio brasileiro que nasce na Serra da Canastra no estado de Minas Gerais, a aproximadamente 1200 metros de altitude, atravessa o Estado da Bahia, fazendo a divisa ao norte com Pernambuco, bem como constituindo a divisa natural dos estados de Sergipe e Alagoas. Por fim, desagua no Oceano Atlântico, drenando uma área de aproximadamente 641.000 km² e atingindo 2.830 km de extensão.
O rio São Francisco atravessa regiões com condições naturais das mais diversas e tem cinco usinas hidroelétricas.

À medida em que o São Francisco penetra na zona sertaneja semi-árida, apesar da intensa evaporação, da baixa pluviosidade e dos afluentes temporários da margem direita, tem seu volume d'água diminuído, mas mantém-se perene, graças ao mecanismo de retroalimentação proveniente do seu alto curso e dos afluentes no centro de Minas Gerais e oeste da Bahia. Nesse trecho o período das cheias ocorre de outubro a abril, com altura máxima em março, no fim da estação chuvosa. As vazantes são observadas de maio a setembro, condicionadas à estação seca.
Como escreveu Guimarães Rosa, sua história tem sido, a história do sofrimento de um rio que há mais de quinhentos anos é fonte de vida e riqueza. A transposição do rio São Francisco se refere ao polêmico e antigo projeto de transposição de parte das águas do rio São Francisco, no Brasil, nomeado pelo governo brasileiro como "Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional". O projeto é um empreendimento do Governo Federal, sob responsabilidade do Ministério da Integração Nacional – MI. Orçado atualmente em R$ 4,5 bilhões, que prevê a construção de dois canais que totalizam 700 quilômetros de extensão. Tal projeto, teoricamente, irrigará a região nordeste e semi-árida do Brasil. A polêmica criada por esse projeto tem como base o fato de ser uma obra cara e que abrange somente 5% do território e 0,3% da população do semi-árido brasileiro e também que se a transposição for concretizada afetará intensamente o ecossistema ao redor de todo o rio São Francisco. Há também o argumento de que essa transposição só vai ajudar os grandes latifundiários nordestinos pois grande parte do projeto passa por grandes fazendas e os problemas nordestinos não serão solucionados . O principal argumento da polêmica dá-se sobretudo pela destinação do uso da água: os críticos do projeto alegam que a água será retirada de regiões onde a demanda por água para uso humano e dessendentação animal é maior que a demanda na região de destino e que a finalidade última da transposição é disponibilizar água para a agroindústria e a carcinicultura.
O rio São Francisco banha cinco estados, recebendo água de 90 afluentes pela margem direita e 78 afluentes pela margem esquerda, num total de 168 afluentes, sendo 99 deles perenes. É um rio de grande importância econômica, social e cultural para os estados que atravessa.
Principais afuentes: Rio Paraopeba, Abaeté, Velhas, Jequitaí, Paracatu, Urucuia, Verde Grande, Carinhanha, Corrente e Grande.
O noso rio da Integração Nacional, agoniza e se a tão sonhada REVITALIZAÇÃO não iniciar, o pior poderá acontecer. A morte anunciado do São Francisco só não é observada pelos Políticos e Governos que foram criados para serem do povo e para o povo, mas protegem unicamente aos interesses empresariais e ao poder econômico. Nestes dias do centenário da cidade, aquí estiveram os técnicos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente falando mais uma vez sobre a recuperação das mata ciliar do Carinhanha, e o Governador da Bahia Jaques Vagner, que em sua visita fala da grande alegria de estar promovendo o progresso no agronegócio em Côcos com o café, em Barreiras e Luiz Eduardo com o algodão e a soja, gerando divisas para a Bahia e o Brasil, pois segundo ele, o aumento da área plantada, a alta produtividade, a boa qualidade do produto cultivado, aumenta o PIB, mas esquece o Governador que de frente do rio São Francisco, onde descreve a beleza do mesmo, pois esse seleiro do sistema de produção capitalista que o apoia, promove a destruição do nosso Bioma CERRADO, o pai das águas do Brasil, o 2º maior e que segundo alguns já está com aproximadamente 82% das suas matas destruídas e os animais sem o seu habitat, e consequentemente a morte do rio São Francisco e muitos afluentes do oeste da Bahia e Goiás. Além da exploração do carvão existentes ao longo do Cerrado desde Barreiras até Carinhanha ( com notas frias de Barreiras e Vanderlei ) , contribuindo com a crescente destruição do bioma das águas.
E acima as fotos ilustram essa devastação, pois o assoreamente do rio pela perda da mata ciliar, a falta de amor de alguns ribeirinhos que também contribuem para o aumento da destruição pela introdução de extensas áreas de pastagens, e culturas de subexistência nas margens e aplicação de agrotóxicos e a pesca e caça predatória extermina peixes e animais, uns por falta de conhecimento, e outros por interesse da ganancia pelo bem do capital.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

PASSEATA ECOLÓGICA EM MALHADA-BA

COMPONENTES DA MESA, ALUNAS E ALUNOS DAS ESCOLAS COM FAIXAS


ANA LEÃO E JOJÓ ORGANIZADORAS DO EVENTO BIÓLOGO FÁBIO PALESTRANDO




ALUNOS E ALUNAS NA GRANDE PALESTRA NO SALÃO DA ESCOLA PAULO SOUTO




PLENÁRIA DO SALÃO PAULO SOUTO E FAIXAS RETRATANDO A DESTRUIÇÃO DO RIO


JUVENTUDE MALHADENSE PRESENTE NO EVENTO COM FAIXAS E BANERS


PROFESSOR CÉLIO, SEC. EDUCAÇÃO DE MALHADA IONÁ, ALUNOS E PARTICIPANTES


MARIA JOSÉ, ZÉ PIMENTEL , ANA LEÃO E PARTICIPANTES DA PASSEATA



FAIXAS LEVADAS PELOS PARTICIPANTES DURANTE A PASSEATA PELAS RUAS




A 1ª PASSEATA ECOLÓGICA SOS VELHO CHICO - O CLAMOR DO POVO EM DEFESA DO RIO, foi um grande sucesso em Malhada

Promovida pela Comissão Territorial do Meio Ambiente ( CTMA ), tendo à frente os membros de Malhada, composta por Josedalva, mais conhecida por Jojó, e Ana Leão e mais João da CPT e Undina de Caetité.
Com o proposito de conscientizar a população ribeirinha sobre os grandes projetos que estão contribuindo por demais para o agravamento da grande destruição que ocorre no rio São Francisco, a comissão convocou este grande evento e foi atendida por toda a sociedade Malhadense e regional que compareceram em massa no salão do colégio estadual Senador Paulo Souto para assistirem uma palestra proferida pelo biólogo da Contruterra Fábio Gondim e posteriormente uma passeata pelas ruas de Malhada ( fotos acima ).
Presentes diversas autoridades representando a sociedade civil e o poder público, entre as quais destacamos: Câmara de vereadores de Malhada, representada pelo presidente Mário Zan, Prefeitura municipal, representada pelo Sec. municipal de Administração Luciano, e a Sec. de Educação Ioná Gondim, Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente ( CODEMA ), representado pelo presidente Zé Pimentel, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Malhada, representado por Salvador e Zé do Sindicato, Colônia de Pescadores de Pau Darco e Parateca, Representantes de associações de pequenos produtores rurais, comunidades quilombolas, Instituto Viva Cerrado, representado pelo Diretor Executivo Zé Castor, Diretores de escolas municipais, professores e alunos.
Fazendo uso da palavra os representantes da sociedade civil e poder público falam o mesmo idioma e destacam que a RESISTÊNCIA a esses problemas será a principal bandeira a ser seguida, e contrários à transposição e a adutora que abastecerá a mina PEDRA DE FERRO em Caetité da Bahia Mineração, projetos esses que poderá apressar a morte do rio.
O objetivo inicialmente foi alcançado pois todos comungam com os ideais de se fazer cumprir a constituição federal, nada mais do que isso, mas precisamos mobilizar o poder público, os vereadores, o ministério público no sentido de caminharmos juntos para uma melhor maneira de revitalizarmos toda a bacia do São Francisco.
O biólogo Fábio fala a todos sobre o meio ambiente e destaca o ASSOREAMENTO, MATA CILIAR E O CERRADO, como problemas graves da bacia.
Em seguida a passeata é iniciada e percorre grande parte das ruas da sede do município de Malhada, e as pessoas saem de suas casas e ficam nas portas em apoio ao movimento em todo o percurso.
Parabens aos organizadosres pelo brilhante evento e dia 27 estaremos novamente em Malhada na audiência pública que a mineradora fará na cidade, e continuaremos protestando contra esses projetos que só trazem benefícios aos Grandes empresários, e aos governos estadual e federal que deveriam defender a sociedade e os recursos naturais, deixando para o povo a destruição do seu maior patrimônio que é a NATUREZA.

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